06.01. Matthieu Ricard – O homem mais feliz do mundo !

Depois de um longo treinamento, hoje ele é considerado um dos homens mais felizes do mundo. Você duvida? Então ouça o que ele tem a dizer sobre o efeito da meditação e das práticas contemplativas no cérebro.

Essa careca cheia de 256 eletrodos de EEG é de Matthieu Ricard, um dos integrantes do Instituto Mind and Life, conhecido aqui no Brasil pelo livro O monge e o filósofo e pelo mais recente Felicidade: a prática do bem estar.

Após trabalhar no Instituto Pasteur e obter seu doutorado em biologia molecular, na década de 70, Matthieu Ricard se dedicou a estudar e praticar o budismo.

Parte 1

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Conhecido por ser o homem mais feliz do mundo. Porquê?

Receio que isso não seja culpa minha. Um jornalista lembrou-se de usar essa expressão, mas não corresponde à verdade. Surgiu no contexto das investigações científicas sobre os efeitos da meditação feitas pelo Instituto Mind and Life Institute, nos EUA. Fui um dos participantes, mas houve outros e, de resto, os resultados são relevantes precisamente porque não se resumem a uma pessoa.

Em que consistiram essas experiências?

Basicamente no estudo do cérebro de monges experientes em meditação. Pegamos num conjunto de pessoas que nunca tinham meditado e ensinamos-lhes técnicas de meditação budista, que praticaram por um mês. Depois usamos eletroencefalogramas e ressonâncias magnéticas para comparar a atividade do cérebro dos monges e dos meditadores recentes durante a meditação. Nos recentes havia poucas diferenças, mas nos monges a meditação sobre a compaixão ativou de forma poderosa o lobo frontal esquerdo, que é a zona do cérebro associada às emoções positivas.

Quais são as implicações dessas experiências?

Mostram que é possível modificar padrões cerebrais – aquilo a que se chama neuroplasticidade – neste caso com o objetivo de sermos mais felizes. Já sabíamos que o treino modificava o cérebro em músicos ou nos taxistas londrinos obrigados a memorizar milhares de ruas. Agora sabemos que pode desenvolver zonas associadas à felicidade e ao bem-estar.

Podemos treinar a felicidade, é isso?

Sim. A felicidade é uma habilidade e pode ser cultivada !

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